Vacinação contra a Covid-19 no Brasil: Fiocruz entregará nesta semana o primeiro milhão de vacinas produzidas no país

Na sexta (12), quando a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) conseguiu o registro definitivo da vacina Oxford/Astrazeneca, uma nota foi publicada no site e algo chamou atenção:

                                                    Sede da Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro


Na manhã desta sexta-feira (12/3), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária(Anvisa) concedeu o registro definitivo da vacina Covid-19 Fiocruz. Com isso, a Fiocruz passa a ser a detentora do primeiro registro de uma vacina covid-19 produzida no país e incorpora ao seu portfolio de produção a décima primeira vacina a ser fornecida para o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Com o registro, a expectativa é de que a Anvisa autorize a liberação dos primeiros lotes até este domingo (14/3) para que, na próxima semana, a Fiocruz já possa entregar ao PNI o primeiro milhão de vacinas Covid-19 produzidas pela instituição.

O domingo mencionado é hoje, então nos próximos dias, a entrega do primeiro milhão de doses da "vacina do frasco verde". O Butantan entregará 5.5 milhões de doses nessa semana. Semana passada o Brasil recebeu 2.6 milhões de doses e durante a semana toda, aplicou 2.3 milhões de doses, alcançou 1% da população no geral, porém imuniza menos de 0,5% por semana. Caso chegue a 6,5 milhões de doses entregues (torço por mais), teremos 3,5 milhões de pessoas com pelo menos a primeira dose, sendo 1 milhão com a Astrazeneca, eficaz contra casos graves 4 semanas após a primeira dose.


Vale lembrar:

A vacina Pfizer/BioNTech demonstrou eficácia em ensaios clínicos de cerca de 95%, e mesmo a dose única está relatando eficácia muito alta. No Brasil, a vacina ainda não está sendo aplicada, mesmo com a Anvisa aprovando o uso no país. Já a vacina AstraZeneca, em uso no país por meio da transferência de tecnologia para a Fiocruz, teve menor eficácia em testes clínicos — 62% quando aplicada em duas doses completas e 90% com meia dose seguida de outra completa, com eficácia média de 70%. Entretanto, os resultados mostram que a vacina parece ser muito eficaz na prevenção de doenças (Viva Bem, UOL)



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