3 em cada 10 cidadãos dos Estados Unidos não querem a vacina: os desafios da vacinação contra a Covid-19 no país com mais mortes pela pandemia
Uma boa reportagem do Estadão mostra como está o andar da vacinação contra a Covid-19 nos Estados Unidos da América, a nação com mais casos (quase 30 milhões de casos confirmados) e óbitos (540 mil pessoas) pela doença no mundo. Nas últimas semanas, o número de doses aplicadas foi destaque no mundo. Apesar de aplicar 3 milhões de doses nos melhores dias e ter doses de sobra, a vacinação no país caminha para um ritmo menor, com a insistência de muitos grupos em não se vacinarem. Até ontem, 25% dos cidadãos (83 milhões de doses) ja estavam com pelo menos a primeira dose (no BR, nem chega a 6%). Dentro do grupo dos idosos, o índice chega a 69% para primeira dose, enquanto no BR, 22 a cada 100 idosos foram vacinados:
Três em cada dez americanos dizem que não pretendem se vacinar, segundo pesquisa do Pew Research Center, de fevereiro, mais de dois meses depois do início da campanha de vacinação em massa no país. O número é menor do que o registrado em novembro, quando quatro entre dez davam a mesma resposta. Para atingir a imunidade de rebanho, especialistas estimam que entre 70% e 85% da população deva ser imunizada, o que será difícil de alcançar se 30% rejeitarem a vacinação.
“O ceticismo em relação à vacina pode reduzir o número de pessoas que serão vacinadas quando as doses estiverem disponíveis para todos”, afirma Enrique Neblett Jr., professor de comportamento e educação de saúde da Universidade de Michigan.
Pesquisas mostram que o maior obstáculo para a imunização coletiva está entre os republicanos – 40% deles dizem que não pretendem tomar a vacina e 15% não têm certeza, segundo o instituto Civiqs. Na sondagem do Pew Research Center, 56% dos republicanos disseram que pretendem se vacinar – menos do que em 2020, quando eram 65%. Entre os democratas, o apoio à vacina subiu de 79% para 83%.
Na terça-feira, o ex-presidente Donald Trump deu entrevista à jornalista Maria Bartiromo, da Fox News, emissora preferida do eleitorado republicano, para pedir a seus apoiadores que confiem na vacinação. Trump negou a gravidade do vírus enquanto esteve na presidência, mas apostou nas vacinas ao bancar a compra de milhões de doses ainda no início da pandemia.
Durante o ano de 2020, o então presidente minimizou os efeitos da doença e rejeitou endossar medidas de controle do vírus. Apoiadores de Trump se recusavam a usar máscara de proteção nos comícios do presidente, aglomerados para ouvir o republicano falar. A entrevista de Trump é uma tentativa de estimular seu eleitorado, que agora ameaça a imunização em massa. “Eu recomendaria e recomendaria para muitas pessoas que não querem tomar (a vacina)”, disse Trump.
A matéria completa pode ser lida aqui.





Comentários
Postar um comentário