Zé Gotinha miliciano? O criador do personagem, Darlan Rosa, reprova arte do Zé Gotinha postada pelos Bolsonaro
Em tudo que o governo da morte toca apodrece, ou perde o significado original. Após o Lula ter dito que Bolsonaro demitiu o Zé Gotinha, o deputado - e filho do presidente - Eduardo "Bananinha" Bolsonaro começou uma campanha em favor da vacinação. A arte postada por ele conseguiu revoltar até mesmo o artista Darlan Rosa, 74 anos, considerado o "pai" do Zé Gotinha, criado em 1986 para ajudar na imunização contra diversas doenças. Numa reportagem da Folha:
Criador do Zé Gotinha, o artista plástico Darlan Rosa, 74, classificou a versão da personagem com uma arma nas mãos divulgada pelos filhos de Jair Bolsonaro como “imagem terrível” e contrária aos propósitos idealizados por ele.
Rosa foi contratado pelo Unicef (braço da ONU para a infância) em 1986 para desenhar um símbolo para a campanha de erradicação da pólio. “É tudo o que eu não penso. Ele foi concebido como personagem educativo. Não há nada de educativo numa arma”.
De uma coisa é certa: o Zé Gotinha sempre será muito maior que o Bolsonaro. Em tempos onde a vacinação dos adultos acontece, a imagem do Zé vai se adaptando, mas jamais foi símbolo de armas ou morte, mas sim de vida. O governo da morte nada entende disso.






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