Covid-19 no Brasil: com 30.438 óbitos, Brasil tem 2° pior mês de toda pandemia


 



Até então, janeiro era o mês com mais óbitos pelo Covid-19 no país desde o auge da Primeira onda, entre fim de junho e meados de agosto, com 6 semanas seguidas de mil vidas perdidas pro vírus na média. Hoje começamos a 7º semana com média acima dos mil, um feito assustador e inédito na pandemia. Com 30.448 óbitos acumulados nos 28 dias de fevereiro, o Brasil termina hoje o segundo pior mês de toda pandemia. São 33.395 vítimas, se considerarmos os últimos 30 dias. 1078 vidas que se vão dia após dia. Fevereiro de 2021 termina com mais da metade do país no colapso e o governo federal, mais uma vez, tirando a responsabilidade da reta. A vacinação volta com força a partir de amanhã em todo país, mas isso após quase 2 semanas sem doses para novos grupos. São cerca de 5 milhões de idosos dos 75 aos 84 anos que o país precisará vacinar o mais rápido possível. Essa turma representa cerca de 46% dos óbitos. Curiosamente, a Segunda onda tem levado muitos jovens, entre 21 e 49 anos. A taxa de contaminação e internação deste grupo aumentou muito. Foram mais de 1,34 milhões de pessoas positivas para Covid-19 e 6,4 milhões de pessoas que receberam pelo menos a primeira dose durante o mês. Para o país vencer a força das novas cepas, sobretudo aquela surgida em Manaus, é necessário vacinar não 5x mais o número de infectados e sim, 11 vezes. Nesse sentido, caso o país tenha mais um milhão e meio de novos casos em março, é necessário aplicar doses em pelo menos 18 milhões de pessoas. Butantan entregará 20 milhões de doses em março (10 milhões de aptos para imunização), enquanto a primeira dose da Astrazeneca, produzida na Fiocruz, até o fim de março, irá para o braço de pelo menos 18 milhões de habitantes (segunda dose, 90 dias). Vamos torcer para março a vacinação acelerar o máximo possível.

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