Covid-19 no Brasil, 1 ano depois: 25% das mortes no país são de pessoas com menos de 60 anos. Segunda onda indica aumento na taxa

 "'Existem alguns fatores de risco para a letalidade, a idade é um deles. Quando começa a morrer muito jovem, entendemos que é uma parcela que não precisaria estar morrendo. Isso acontece porque as condições ideais de assistência não estavam disponíveis', diz Jaques Sztajnbok, médico intensivista e supervisor da UTI do Instituto de Infectologia Emilio Ribas, em São Paulo


O caso mais expressivo é o do Amazonas, onde 40,4% dos mortos pela doença em janeiro tinham 60 anos ou menos. Para efeito de comparação, em novembro, mês com menor número de óbitos no estado, a faixa etária respondia por 29,5% das vítimas da Covid.

No mês passado, o sistema de saúde amazonense entrou em colapso, com fila de espera para leitos, desabastecimento de oxigênio nos hospitais e explosão de mortes.

'Em Manaus, vimos gente de 20 anos, 30 anos, morrendo. São pessoas cuja chance de sobrevivência na UTI é maior, mas não foram para UTI, morreram por falta de oxigênio', afirma Sztajnbok.

Até o momento, a faixa etária mais afetada pela Covid-19 é a de maiores de 70 anos, que responde por apenas 7,5% da população, mas representa 50,7% dos mortos pela doença.

Aqueles com 60 ou menos, por sua vez, são 25,6% dos óbitos pelo coronavírus, embora representem 85% dos brasileiros"

Uma ótima reportagem da Folha de São Paulo sobre uma mudança em progresso da porcentagem de óbitos pelo Covid-19 no Brasil. Um ano após o primeiro caso confirmado, o vírus, ja bastante modificado daquele vindo da Europa fevereiro passado, tem se espalhado com grande força entre os mais jovens. Com muitos hospitais em colapso, pessoas dos 20 aos 49 anos tem as chances de morte absurdamente aumentadas. 

(Fonte: Morte de pessoas com menos de 60 anos registra crescimento)


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