Covid-19 em Mato Grosso: mais da metade dos internados no estado tem menos de 60 anos. Confira o perfil dos internados, segundo a SES-MT

 Dentro da página da Secretaria de Saúde de Mato Grosso é possível observar a porcentagem de internados desde o início da pandemia. De acordo com o mais recente boletim, que também registrou 1975 pessoas positivas para Covid-19 e 31 óbitos, são 1167 internados nos 20 hospitais de referência de MT, um número muito maior que o registrado no auge da Primeira onda. 8 dos 20 estão totalmente lotados; 13 estão com capacidade acima dos 80%. A maior parte das UTIs disponíveis estão na baixada cuiabana e a situação é das piores. Campo Verde, Rondonópolis, Barra do Garças, Juina, Pontes e Lacerda e Sorriso estão no colapso (100%). Sobre as internações, a foto abaixo mostra a situação por idade. Assusta saber que 4 em cada 100 internados nem 20 anos de idade tem. No início da pandemia, o presidente e seu desgoverno tinham como meta de combate à pandemia, manter idosos e pessoas com morbidades isolados, enquanto os demais deveriam sair pra trabalhar. Os demais – tiozões e jovens adultos - são maioria entre os internados e, conforme a pandemia piora, a porcentagem dos que morrem entre 21 e 59 anos só aumenta. Veja abaixo:



0 a 20 anos: 3,9% dos internados

21 a 60 anos: 52.9% dos internados

61 anos ou mais: 43,2% dos internados


74% dos que morrem tem mais de 60 anos mas o grupo não é o maior quando se fala em internações. Quem lota os hospitais é gente dentro da “idade ativa para trabalhar”. Fora do grupo de idosos, os que mais sofrem são da turma 50-59, cerca de 26 milhões de pessoas no Brasil. A turma das aglomerações – 21 a 50 anos – são 33% dos internados, uma massa que só aumentou nessa Segunda onda. Com o colapso, as chances dos mais jovens de escapar fica mais escassa. Após os idosos e trabalhadores, se o estado quiser realmente diminuir as internações, terá de conseguir doses com urgência para a turma dos 50+ e assim, retirar da linha de morte a parte da população que corresponde a 87% das vítimas do Covid-19 no Brasil.

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