A relação entre o governo da morte Bolsonaro e o Zé Gotinha, herói da vacinação no Brasil república?

 Um ótimo artigo sobre a tentativa do governo Bolsonaro - o governo da morte - em transformar o querido Zé Gotinha em miliciano foi publicado pelo El País Brasil. Zé Gotinha é sinônimo de vida, ciência e sucesso. Esse governo, de fato, sufoca a todo instante o principal responsável por eliminar diversas doenças do país nos últimos 35 anos:


O ostracismo vivido por Zé Gotinha até esta semana se traduz em números: de acordo com dados obtidos via Lei de Acesso à Informação pela agência de dados Fiquem Sabendo, o investimento em campanhas de imunização feitas pelo Governo caiu 36% em dois anos. Em 2018 foi gasto 71,5 milhões de reais, no ano seguinte foram 58 milhões de reais e, no ano passado, 45,7 milhões de reais. Correndo contra o tempo, o Planalto contratou em janeiro uma agência para produzir vídeos publicitários sobre a vacinação contra a covid-19. O material, que ainda está sendo elaborado, deve custar 50 milhões e contar com o mascote Zé Gotinha.

A relação de Bolsonaro com o mascote não é das melhores. Desde o início da pandemia, em março de 2020, o mandatário sempre deixou claro o seu desprezo pelas vacinas, em especial a Coronavac, chamada por ele de forma preconceituosa de “vacina chinesa”, produzida no Instituto Butantan com a chancela de seu rival político João Doria, governador de São Paulo. O presidente já esteve cara a cara com o Zé Gotinha. Foi em dezembro de 2020, durante evento de lançamento do Plano Nacional de Imunização em Brasília. De um lado, o presidente negacionista, sem máscara, cercado por seus ministros, todos sem a devida proteção. Do outro, o mascote que ajudou a vacinar gerações de brasileiros. Com máscara. Sorridente, Bolsonaro se aproxima e estende a mão. Cumprindo o protocolo sanitário da Organização Mundial de Saúde, Zé tenta dar o bom exemplo, repele o aperto de mãos e faz um sinal de positivo com o polegar para cima, mantendo assim o distanciamento social e evitando contato físico desnecessário, seguindo as melhores práticas sanitárias. O presidente não se deu por vencido, e abraçou o mascote com um dos braços.

Mais do que um mascote, Zé Gotinha se tornou símbolo de um programa de saúde pública forte e eficiente, um caso de sucesso que fez do país uma potência global em coordenação logística e campanhas de vacinação. Com milhares de postos de saúde espalhados pelos municípios brasileiros, a capilaridade do Sistema Único de Saúde faz com que o Brasil tenha a capacidade de vacinar até 60 milhões de pessoas por mês, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O mascote chegava a aldeias remotas de Roraima, atendia comunidades ribeirinhas isoladas no Amazonas e também levava imunizantes aos menores municípios do interior cearense. Para efeito de comparação, os Estados Unidos, que começaram sua campanha de imunização contra a covid-19 em dezembro, atingiram apenas em março a marca de 82,5 milhões de vacinas aplicadas.

                                                         Bolsonaro e Zé Gotinha, dez/20


O artigo completo pode ser lido no El País Brasil.

Ja o Aventuras na História possui um bom texto sobre as origens do Zé Gotinha durante o governo Sarney (1986)

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