Com a saída do general Fernando Azevedo do governo Bolsonaro, chefes do Exército, Marinha e Aeronáutica desembarcam do Governo da morte

 Da Folha de São Paulo, vem uma matéria interessante sobre a super reforma ministerial feita pelo presidente Jair Bolsonaro ontem a tarde, após a saida do terraplanista olavete Ernesto Araújo, acusado pelos senadores de atrapalhar o país na obtenção de vacinas para imunização do país. A partir de falas e ações dos próprios militares, fica claro que o Estado Maior, no nível da ativa, não embarcará na aventura golpista do presidente. Estão bastante insatisfeitos com Bolsonaro se referir às Forças Armadas como "meu exército":


Segundo um interlocutor de Azevedo, o limite da relação dos dois foi atingido a partir da semana passada, quando Bolsonaro voltou a insinuar que queria o apoio do Exército para aplicar medidas de exceção como o estado de defesa em unidades da Federação que aplicam lockdowns contra a pandemia.

A relação entre ambos já vinha desgastada pelo que um aliado do presidente qualificou de falta de apoio político das Forças Armadas, decididas a se afastar dos fardados que ocupam o governo federal.

O problema foi explicitado por Azevedo em sua carta de demissão, na qual omite que foi demitido, mas ressalva que buscou preservar as Forças Armadas como instrumentos de estado —em oposição à ideia bolsonarista de uma milícia de apoio ao governo.

O combinado entre os comandantes, que se encontraram com Azevedo e depois fizeram uma reunião, era entregar o cargo conjuntamente. Braga Netto pediu para que eles esperassem e se encontrassem na terça.

Se Edson Leal Pujol (Exército), Ilques Barbosa (Marinha) e Antônio Carlos Bermudez (Aeronáutica) saírem juntos, isso terá sido inédito.

É uma disputa que vem do ano passado, simbolizada no dia em que Pujol ofereceu o cotovelo a um aperto de mão do presidente. O comandante chamou o esforço contra a Covid-19 de maior missão de sua geração enquanto o chefe promovia aglomerações e falava em "gripezinha".

 general Fernando Azevedo, agora ex-Ministro da Defesa


O texto inteiro pode ser lido aqui.


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