Covid-19: com 12.777 vítimas em 7 dias, 1,1 milhões de casos ativos, colapso generalizado, vacinação lenta e mais de 500 mil contaminados, Brasil tem a pior semana da pandemia







 

Com os dados consolidados da PIOR SEMANA DE TODA PANDEMIA no Brasil, é interessante observar a formação de cada onda contaminante. Entre fim de junho e fim de agosto existiu a Primeira onda. Nela, representada pelas barrinhas verdes mais altas da esquerda, o pais chegou a perder 1096 pessoas na média semanal, o que por si só já erra um horror. Depois das eleições, com tudo desandado e funcionando sem muita advertência, os casos começaram a voltar para a média de mil por dia. Esse número de perdas humanas na conta do governo da morte disparou ao longo de dos primeiros dias de janeiro e até a semana de Carnaval, meados de fevereiro. A média de casos já não era mais os 45 mil positivos da Primeira onda, mas sim 55 mil contaminados. Janeiro, vale lembrar, iniciou-se a vacinação pelo mundo ocidental. EUA chegavam a perder mais de 4 mil vidas nos piores dias do boletim, Reino Unido, 1600 óbitos, proporcionalmente desastres que obrigaram os governos a reagirem com mais vacinação e lockdown. Ja no Brasil, janeiro e fevereiro foi de miséria para milhões de pessoas e de farra para muitos q queriam continuar com o ritmo das festas de fim de ano. As aglomerações em Manaus, que tem características particulares da incidência do Covid-19 pela ilha em meio ao Amazonas, fez surgir uma nova cepa, com capacidade de carga viral absurdamente adequada para as aglomerações descontroladas de dezembro até agora. De 2 semanas pra cá, o número de casos saltou para uma média de 60 mil, 71 mil positivos todos os dias. As mortes, que em fevereiro já tinham ultrapassado a média da primeira onda, começaram a passar dos 7 mil por semana. Em 2 semanas, morreram quase 23 mil pessoas. Foram 10.104 vidas na semana passada e 12.777 pessoas na conta do governo da morte nesta semana. A média ficou acima das 1850 perdas diárias. A prova de que a cepa P.1, surgida no Amazonas, domina todo o país está no número de infectados e no colapso generalizado da saude brasileira, algo inédito e assustador. Os casos ativos nessa semana não só chegaram em 1 milhão como agora já ultrapassou os primeiros 100 mil desse novo dígito, também inédito na pandemia Em Cuiabá, pessoas morreram na rua de Covid-19, numa cena que lembra demais Equador do ano passado e o colapso funerário. Não dá pra chamar isso que o pais está enfrentando do Carnaval pra cá de Segunda onda: os níveis de destruição são absurdamente maiores que de qualquer momento que o país já passou na pandemia. Não dá pra saber quantas pessoas perderemos na semana que vem, mas modelos matemáticos já mostram boletins da semana com 3 mil óbitos. Desde o início de 2021, 82.153 pessoas perderam a vida pra Covid-19. 1/3 de todas as perdas da pandemia aconteceram em 72 dias. Considerando só 2021, não teve um dia do ano que o país não perdeu menos de 1100 vidas pra doença. No governo da morte, deve valer a pena esses números. Desejou 30 mil no passado, mas conseguirá, até o fim de março, 10 vezes mais vidas. Triste e revoltante.


Mais informações, no Painel Covid-19 do Ministério da Saúde.

Comentários

Postagens mais visitadas