Vacinação contra a Covid-19 no Brasil só tem doses para alcançar pessoas com até 65 anos em todo o país até o fim de março, segundo contagem de doses a serem entregues

A partir da reportagem publicada no último sábado jornal Correio Braziliense, descobrimos que o Governo Federal entregará menos doses que as estipuladas semanas atrás. Vindo do grande especialista em logística, não dá pra esperar muito. Imaginei que até o fim do mês a Fiocruz pudesse entregar 15 milhões de doses da Astrazeneca, mas agora ja não tenho mais certeza.
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Agora, são previstas 23,3 milhões de doses da Coronavac, do Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica Sinovac, 3,8 milhões da vacina da AstraZeneca/Oxford, produzida em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); e 2,9 milhões via consórcio Covax Facility. Houve um novo aumento de 600 mil doses da Coronavac, cuja previsão anterior eram de 22,7 milhões. É a segunda vez nesta semana que o Ministério reduz o número de doses previstas para março. Na última quinta-feira, a pasta já havia anunciado 8,6 milhões de doses a menos no Programa Nacional de Imunização.


Se considerarmos que grande parte do país já começou a vacinar a última parte da turma dos 70+, precisaremos de doses para aproximadamente:


3 milhões de pessoas dos 75-79

5 milhões de pessoas dos 70-74

7 milhões de pessoas dos 65-69

9 milhões de pessoas dos 60-64


São 24 milhões de brasileiros, sendo que 11 milhões serão imunizados ja em março. Teremos doses para aproximadamente 18 milhões de brasileiros. Os acordos que o governo federal fez nesta semana mostram cronogramas de entrega só de abril em diante. Precisamos de muito mais e ja!


A grande meta de março é garantir a primeira dose para todos os idosos do país. Ou deveria...



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